terça-feira, 8 de outubro de 2013

Construindo a Ponte (Mateus 18)

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
O que começou com um pequeno mal-entendido, explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
– Estou procurando trabalho. Sou carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.
Disse-lhe o fazendeiro:
– Sim, claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
– Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. – Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido:
– Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei!
Mas, ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Mas permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:
– Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se no meio da ponte.
O carpinteiro começou a fechar a sua caixa de ferramentas.
– Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você!
E o carpinteiro respondeu:
– Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

<<<<<<<>>>>>>> 
 
Como as coisas seriam mais fáceis se ao invés de construirmos cercas, construíssemos pontes com nossos pais, filhos, irmãos, maridos, esposas, familiares, amigos, colegas e principalmente nossos inimigos...
Vejamos:
"Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.
Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu."(Mateus 18:15-18)

Devemos antes de qualquer contenda buscar o diálogo para que se resolva a problemática. Se for resolvido teremos ganho nosso irmão. Caso não se resolva, antes de continuar a discussão, devemos buscar opiniões externas. Opiniões de pessoas isentas, escutando-as para que consigamos resolver nossas contendas. Essa pessoa pode ser um pastor, um amigo, alguém que seja isento a briga. Busquemos árbitros para resolver nossas lides com nossos irmãos. Caso não seja possível resolver a discussão deve ser desligado aquele que se recusar a ouvir um pedido de perdão.
Mais adiante, no mesmo capítulo, Pedro pergunta ao Senhor: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?
Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)
Setenta vezes sete. Não é só uma expressão matemática. Se assim fosse seriam apenas 490 vezes que deveríamos perdoar. Imagine!
Jesus fala em perdoar ao irmão setenta vezes sete a cada vez que um irmão pecar contra nós. Mas nós como humanos, muitas vezes desistimos de buscar e perdoar quem amamos por causa de mágoas e mal-entendidos.
Deixemos isso de lado. Ninguém é perfeito. Mas alguém tem que dar o primeiro passo...
Para entendermos como devemos agir devemos entender o que o nosso Senhor diz, vejamos:
"...o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!
Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!
O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!
Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.
Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.
Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?
E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.
Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.(Mateus 18:23-35)
Assim será no dia de nosso julgamento. Como podemos não perdoar nosso irmão se o nosso Senhor já o livrou dos pecados quando morreu na cruz. Não cabe a nós julgar os pecados de um irmão, ainda que seja contra nós.
Então vamos construir a nossa ponte? Ou você vai preferir cercar a sua fazenda?
Vamos pedir perdão para Deus por nossas falhas e por termos magoado a nossos irmãos. Se há alguém que nos magoou vamos agora mesmo deixar o carpinteiro construir a ponte para nos ligar ao nosso irmão. Deixe o nosso Senhor Jesus construir a ponte que nos leva ao perdão.
Perdoa-nos Senhor, somos humanos e pecadores!

Nenhum comentário:

Postar um comentário