sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vivemos no mundo, mas não somos do mundo... Você vai ficar aí no buraco?

Um dia, nasceu um sapinho e, logo após o seu nascimento, ingênua e inadvertidamente, caiu num buraco: poft! Ali ficou.
Era razoavelmente amplo, tinha água, era escurinho, aquecido, livre dos perigos... havia o necessário para a sua sobrevivência, enfim, era um mundo maravilhoso aquele seu buraco.
O tempo foi passando, o sapinho transformou-se em sapo, em sapão… e um sapão gordo, inchado e numa zona de conforto, daquela que ele pediu a Deus.
Num certo dia, ele acorda em meio a um barulho estranho e novo, para o mundo em que vivia: caiu bem perto dele, um bicho estranho e meio peçonhento.
– Ué! Quem é você?! – pergunta ele, assustado.
– Sou um sapo, ora! – respondeu o estranho visitante.
– Mas, sapo sou eu! – questionou o habitante do buraco.
– Meu amigo, existem milhares de sapos no mundo lá fora. – retrucou o outro.
– Mundo lá fora?! Como assim? – indagou o dono do buraco.
–  É, meu amigo… o mundo lá fora é maravilhoso. E uma das coisas que faz com que ele seja mais maravilhoso ainda, são umas criaturinhas especiais, razão maior da nossa vida de sapo: as sapinhas. Além disso – continuou ele – é magnífico o entardecer, quando ficamos todos juntos, cantando nas lagoas e nos alimentando dos mosquitos que voam desgovernados.
– Lagoas?! Mosquitos?! – mais surpresas para o velho e acomodado sapo.
– E tem mais: quando anoitece, é lindo o céu cheio de estrelas! – ressaltou, romanticamente, o sapinho mais novo.
– Epa! Aí você não me pega. Eu também, todas as noites, consigo contar quatro a cinco estrelas, vistas daqui de casa. – gabou-se o acomodado.
–  Pois é, meu amigo. Aí é que está a nossa diferença: eu posso contar, aliás, nem posso, pois são milhões e milhões de estrelas…
E, assim, o sapinho mais novo foi dissertando sobre as belezas e vantagens do mundo lá fora. Mas, parou um pouquinho e, reflexivamente, prosseguiu:
–  Por outro lado, tem um bicho terrível, do qual precisamos ter muito cuidado e que não tem reconhecido o quanto somos úteis no processo de equilíbrio do meio-ambiente… quando a gente menos espera, ele chega, de repente e chuta a gente e gente rola, rola, que parece uma bola murcha… as vezes nos ateia fogo nas costas e a gente sai pulando, pulando queimando nosso corpo: é tal do bicho-homem. Mas não é só isso, algumas vezes eles nos pegam e dissecam nosso corpo apenas por diversão. E além do homem, tem outro bicho traiçoeiro, peçonhento, e que precisamos estar sempre em alerta: as cobras. –  e concluiu o sapinho mais novo –  Mas é bom. Bom, não!… é MA-RA-VI-LHO-SO viver e amar esse mundão todo!… Bem tá ficando tarde; eu vou dar um pulinho e continuar meu passeio. “
–  Pulinho?! – surpreendeu-se mais uma vez o sapo do buraco.
–  Sim, meu amigo. Sapo pula!! E a propósito, você não gostaria de ir comigo?
– Pensando bem, com esse negócio de ‘homem’… de ‘cobra’… desses perigos todos que você falou, acho melhor não. Prefiro ficar por aqui. Pelo menos, aqui eu sei que tá bom. Pode ir… eu tô muito bem aqui.
– Então fui, prazer em conhecer você. Se um dia você resolver sair daí me procure. – disse o sapinho partindo.
Assim, termina o encontro do sapo do buraco com o sapinho esperto.
Pensando no texto, qual desses sapinhos você quer ser? O acomodado, ou o do mundo?
Não se engane: o mundo pode nos trazer muitas benfeitorias, mas devemos ter cuidado para não sermos tomados pelo bicho homem, nem tampouco pela serpente. Devemos ter coragem para arriscar, assumir os riscos e saber reconhecer os perigos que encontraremos.
Nunca devemos nos acomodar em uma situação, em uma zona de conforto. Não devemos ficar acomodados no buraco, mas buscar sair de lá e viver o que temos a receber, maravilhar-se com as belezas do mundo criado por Deus. Muitas vezes vivemos no fundo do buraco e achamos que isso é o melhor de Deus para nós. Mas nos esquecemos de buscar o que Deus tem para nós. Devemos ter atitude de encarar e arriscar para sairmos do buraco para o mundo.
Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim; (João 17:14-20)


Vivemos no mundo, mas não somos do mundo... Reflita qual sapo você é. Você vai ficar aí no buraco? 

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